Por que o magnésio é essencial para o cérebro infantil?

O magnésio é um dos minerais mais importantes para o funcionamento do sistema nervoso. Ele participa de mais de 300 reações bioquímicas no organismo, incluindo aquelas que regulam a produção de energia, o equilíbrio do humor e a comunicação entre os neurônios.

A importância do magnésio em crianças com autismo e Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), pode ser ainda maior, já que sintomas como agitação, desatenção, irritabilidade e dificuldades de sono estão frequentemente associados à sua deficiência.

Magnésio e Autismo: como pode ajudar?

Estudos sugerem que muitas crianças autistas apresentam níveis reduzidos de magnésio. Essa carência pode agravar sintomas como:

  • Ansiedade e nervosismo.

  • Alterações no sono.

  • Hiperatividade.

  • Déficits de atenção.

A suplementação adequada de magnésio, sempre com orientação profissional, pode contribuir para melhorar a regulação emocional, além de apoiar o desenvolvimento cognitivo e favorecer o equilíbrio comportamental.

Magnésio na PHDA: impacto na atenção e no controlo emocional

Na PHDA, a deficiência de magnésio está relacionada a maior impulsividade e falta de foco. Isso acontece porque o mineral atua na regulação de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, fundamentais para atenção, aprendizagem e bem-estar.

Quando os níveis de magnésio estão adequados, muitas crianças apresentam:

  • Maior capacidade de concentração.

  • Redução da agitação.

  • Melhor qualidade do sono.

  • Mais estabilidade emocional.

Fontes naturais de magnésio na alimentação

Uma boa notícia é que é possível aumentar a ingestão de magnésio através de alimentos do dia a dia. Entre as principais fontes estão:

  • Sementes (abóbora, girassol, linhaça).

  • Frutos secos (amêndoas, castanhas, nozes).

  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico).

  • Vegetais de folhas verdes (espinafre, couve).

  • Cacau puro e aveia.

Sempre que possível, é recomendado variar as fontes, para garantir um aporte equilibrado.

Quando considerar suplementação?

Apesar da alimentação rica em magnésio, muitas crianças com autismo e PHDA continuam apresentando deficiência do mineral. Isso pode estar relacionado a dificuldades de absorção intestinal ou a necessidades metabólicas aumentadas.

Nesses casos, o nutricionista pode indicar a suplementação em doses adequadas. É importante evitar a automedicação, pois o excesso de magnésio também pode trazer efeitos adversos, como diarreia e desconforto abdominal.

Conclusão

O magnésio desempenha um papel fundamental na saúde do cérebro e no equilíbrio emocional, sendo especialmente relevante em crianças com autismo e PHDA. Manter uma alimentação rica nesse mineral e, quando necessário, contar com suplementação orientada, pode trazer melhorias significativas na atenção, no comportamento e na qualidade de vida.

Assim, Investir em estratégias nutricionais personalizadas é um passo essencial para apoiar o neurodesenvolvimento e promover o bem-estar da criança.

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